Mundo
Aviso aos EUA. Invadir Gronelândia é arriscar as relações comerciais com a Europa
Em entrevista ao Financial Times, o ministro francês das Finanças considera que as pretensões dos Estados Unidos relativamente à Gronelândia são um risco para as relações comerciais com a União Europeia e destaca o que diz ser a dificuldade de lidar com uma política externa paradoxal, que alternadamente se comporta com um aliado e como um adversário dos europeus.
O ministro francês das Finanças adverte que qualquer tentativa dos EUA para tomar o controlo da Gronelândia colocará em perigo as relações económicas com a União Europeia.
A Gronelândia é um território que faz parte de um Estado soberano que é membro da UE e isso “não deve ser desvalorizado”, sob pena de se cruzar uma “linha vermelha”, o que “terá consequências” naquela que é, de longe, a mais importante parceria comercial do mundo, sublinhou Roland Lescure em entrevista hoje publicada no jornal Financial Times.
O governante francês revelou que já fez eco destas preocupações numa mensagem enviada na segunda-feira ao homólogo americano, o secretário do Tesouro Scott Bessent, enfatizando o “profundo desconforto” dos europeus perante as ambições do presidente Donald Trump relativamente ao território ártico semiautónomo que pertence ao reino da Dinamarca.
Confrontado com a pergunta sobre se a UE deverá retaliar com sanções económicas a uma eventual invasão americana da Gronelândia, Lescure não foi taxativo, mas considerou que isso equivaleria a um “novo mundo com novas circunstâncias às quais teríamos de nos adaptar em conformidade”.
Refira-se que em 2024, segundo os mais recentes dados estatísticos da UE, o valor total das trocas comerciais de bens e serviços entre o bloco europeu e os EUA ascendeu a 1,6 biliões de euros. Os Estados Unidos da América são o maior mercado para as exportações europeias.
Nas últimas semanas, Donald Trump tem causado apreensão à Europa ao retomar - e reforçar – o discurso de que os EUA “tomarão posse” da Gronelândia “de uma maneira ou de outra”, insistindo no pretexto de que "está em causa a segurança nacional", o que torna imperioso "evitar que o território fique sob influência da China ou da Rússia".
Para o ministro francês das Finanças, ainda em declarações ao FT, essa atitude consiste no mais recente exemplo do ”paradoxo” que carateriza a política externa da atual administração americana, que “por vezes se comporta como uma aliada e, por outras, como uma adversária imprevisível” dos europeus.
A Gronelândia é um território que faz parte de um Estado soberano que é membro da UE e isso “não deve ser desvalorizado”, sob pena de se cruzar uma “linha vermelha”, o que “terá consequências” naquela que é, de longe, a mais importante parceria comercial do mundo, sublinhou Roland Lescure em entrevista hoje publicada no jornal Financial Times.
O governante francês revelou que já fez eco destas preocupações numa mensagem enviada na segunda-feira ao homólogo americano, o secretário do Tesouro Scott Bessent, enfatizando o “profundo desconforto” dos europeus perante as ambições do presidente Donald Trump relativamente ao território ártico semiautónomo que pertence ao reino da Dinamarca.
Confrontado com a pergunta sobre se a UE deverá retaliar com sanções económicas a uma eventual invasão americana da Gronelândia, Lescure não foi taxativo, mas considerou que isso equivaleria a um “novo mundo com novas circunstâncias às quais teríamos de nos adaptar em conformidade”.
Refira-se que em 2024, segundo os mais recentes dados estatísticos da UE, o valor total das trocas comerciais de bens e serviços entre o bloco europeu e os EUA ascendeu a 1,6 biliões de euros. Os Estados Unidos da América são o maior mercado para as exportações europeias.
Nas últimas semanas, Donald Trump tem causado apreensão à Europa ao retomar - e reforçar – o discurso de que os EUA “tomarão posse” da Gronelândia “de uma maneira ou de outra”, insistindo no pretexto de que "está em causa a segurança nacional", o que torna imperioso "evitar que o território fique sob influência da China ou da Rússia".
Para o ministro francês das Finanças, ainda em declarações ao FT, essa atitude consiste no mais recente exemplo do ”paradoxo” que carateriza a política externa da atual administração americana, que “por vezes se comporta como uma aliada e, por outras, como uma adversária imprevisível” dos europeus.
Operação Arctic Endurance
A Dinamarca anunciou na quarta-feira um aumento imediato das suas forças na Gronelândia, bem como a realização de exercícios militares, num esforço para aliviar as preocupações declaradas por Washington sobre a segurança do território e da região do Ártico. França, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia e Países Baixos aderiram à Operação Arctic Endurance e confirmaram o envio de tropas para a região.
A iniciativa foi já desvalorizada pela Casa Branca, que, por intermédio da porta-voz Karoline Leavitt, considerou não ter "qualquer impacto na tomada de decisões do Presidente, e não tem impacto no seu objetivo de adquirir a Gronelândia".
Pretensão que, para Copenhaga, está "fora de questão": o ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, Lars Løkke Rasmussen, reiterou ontem uma vez mais, em declarações à televisão pública do seu país, que "nem a Dinamarca nem a Gronelândia desejam [o controlo americano da Gronelândia] e isso viola todas as normas internacionais".